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terça-feira, 4 de junho de 2019

MONTEPIO - as raposas andam por aí…







MONTEPIO

As raposas andam por aí…

Todos se recordam dos longos alaridos envolvendo o Montepio. Não está aqui em causa apurar em que medida havia críticas certeiras, em que medida se justificavam mudanças. Hoje, aqui, está apenas em causa sopesar a recordação dessas vicissitudes, à luz de uma notícia vinda hoje a público num jornal diário, dando conta de uma sofisticada estratégia de reconversão do Banco Montepio.

Banco que, mesmo separado organicamente da Associação Mutualista a que em exclusivo pertence, é ainda uma das três entidades bancárias portuguesas que subsistem entre nós; ao lado, da CGD e do grupo que congrega as Caixas de Crédito Agrícola Mútuo.

O que se anuncia é a separação do Banco Montepio do setor dos clientes mais importantes. Separa-se assim do todo uma parte especialmente rentável o que necessariamente prejudica o todo. Embora se alegue que o todo não é prejudicado pois é o único dono da parte, não deixa de se admitir  num sussurro que o capital desse Banco “filet mignon” possa ser aberto ao capital privado.

Tudo, alegadamente, respeitando a ordem jurídica vigente, tudo exprimindo a excelência de uma gestão bancária de fino recorte  banqueiro. E, no entanto, fica no ar um vago perfume de alarme, como se alguém estivesse apenas a dourar a intenção última e  perigosa da abrir a capoeira ao zelo suspeito das raposas.

Ora, sendo certo que podemos estar perante uma expressão transcendente de uma estratégia  de excelência  na gestão bancária, nada nos garante que afinal não estejamos apenas perante  uma espoliação ilegítima de uma associação mutualista. Uma espoliação  que leve a que os seus bens sejam capturados pelo capital financeiro privado, seja ele português, norte-americano, chinês ou colombiano.

E se o cenário mais pessimista se concretizasse, estaríamos perante um golpe muito mais profundo nos interesses dos seiscentos mil associados do Montepio do que aquele que teria tido  a soma de todas as malfeitorias propagandeadas nos últimos anos na comunicação social como tendo ocorrido dentro do universo Montepio, mesmo que todas elas fossem o espelho fiel da verdade. Desse modo, poderíamos até desconfiar, com alguma razão, que uma parte do alarido dos últimos anos à volta desse universo, tenha sido em parte promovido ou encorajado por protagonistas financeiros que querem apossar-se do negócio bancário do Montepio.

Assim, há duas coisas a dizer.
Primeira: seja qual for o labirinto jurídico inventado para dar uma aparência de legalidade à entrada do capital financeiro privado no Banco, que é propriedade exclusiva da Associação Mutualista Montepio,assim integrado nna economia social, essa operação é eticamente ilegítima, constitucionalmente duvidosa  e de questionável legalidade.
Segunda: julgo não atraiçoar o essencial das opiniões dos meus coassociados da Associação Mutualista Montepio se disser que, não transigindo nós naturalmente quanto a ilegalidades na gestão da nossa Associação e do seu banco, também não admitimos que nos espoliem enquanto associados, mesmo que o façam sob a capa de manobras de ilusionismo jurídico-financeiro.

Portanto, no mínimo, os seiscentos mil associados da Associação Mutualista Montepio merecem ( ou exigem?) ser consultados para que decidam se querem ou não que seja aberta a porta do seu Banco, direta ou indiretamente, às raposas financeiras que tão bem conhecemos.


domingo, 20 de dezembro de 2015

NÃO PODEMOS IGNORAR !



"Temos ouvidos e vemos, não podemos ignorar"

Alertado por um amigo fui ao YOUTUBE ver o vídeo, cujo link abaixo vos forneço.

 É cada vez mais claro que o governo anterior, o governo da nossa inefável e "patriótica" direita, com a cumplicidade  dos poderes europeus, foi enterrando o país no lodaçal do BANIF, deixando para depois das eleições de Outubro passado o incómodo de ter que resolver o problema. É um caso que deve ser somado ao da TAP e ao das concessões de transportes. São casos diferentes , mas que reflectem um mesmo padrão de utilização do aparelho de Estado em prol de interesses privados, seja por simples incompetência, seja por verdadeira má fé.

 Mas o caso do BANIF é especialmente grave. Ele soma-se aos casos BPN e BES, Casos distintos entre si, mas que reflectem a mesma dificuldade de controle público da banca privada, o irrealismo de se confiar na competência e na honestidade dos banqueiros como garantes últimos da salvaguarda do interesse público, Isto sem esquecer  a dimensão imensa dos prejuízos públicos suscitados pelos desvarios ou pela incompetência dos banqueiros.

Estamos aprisionados numa estranha ratoeira, protegida cuidadosamente pelos capatazes do neoliberalismo, que se traduz no insólito destino de obrigarmos milhões de portugueses a apertarem violentamente o cinto, não para gerarem um futuro mais justo para todos, mas para salvarem bancos. Compreende-se que o abandono dos bancos à sua sorte pudesse produzir lesões graves no tecido económico-social, mas não se compreende que perante a sucessão de casos não se corte o mal pela raiz. Não através de uma medida brusca e simplista  que possa gerar novas dificuldades e novos problemas; mas também não apenas através de uma qualquer cosmética que deixe afinal vivas as fontes do perigo. Nada  menos que uma solução que dê ao poder político democrático um poder de controle efectivo dos negócios bancários privados. O actual governo está confrontado com um problema imediato que herdou. Compreende-se a urgência da acção a curto prazo, mas espera-se uma solução futura do problema que seja eficaz, sólida e justa. É indispensável.

Ora, cliquem agora  no link que vem abaixo e ouçam, com atenção e a calma possível.

http://www.youtube.com/watch?v=OcxS1zYWJms

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sal dos Banqueiros, Labirintos do Capital

 
1. O chefe do grupo de banqueiros que tornou  ostensiva uma pressão conjunta sobre o ministro Teixeira dos Santos, através de uma audiência a que deram publicidade, para que fossem abertas as portas à troika, foi detido.

A grande alavanca que contribuiu para empurrar Teixeira dos Santos para uma dramática traição a Sócrates foi detida.

O diamante  dos banqueiros portugueses, símbolo de um clã carregado das máximas virtudes da alta finança, era afinal uma simples peça de um vidro brilhante, mas vulgar.

O citado banqueiro detido pode até nem ser um criminoso, mas é o causador assumido de um desastre importante na economia portuguesa. Veremos se o é, mas estamos certos do mal que já causou. Por especial perversidade? Não me parece; mais me inclino para uma irresistível tentação de percorrer sem prudência a passadeira de facilidades que o Estado, tolhido pela hegemonia do capital financeiro e empurrado pelas instâncias internacionais, lhe estendeu. Não há que absolve-lo das culpas que tiver, mas não se pode reduzir todo este grande escândalo aos desvarios de um homem, de uma família, ou de algumas famílias. É o sistema que tornou tudo isto possível e quase natural que tem que ser posto em causa. É o capitalismo que está em causa.

2.Por isso, há dois tipos de consequências que podem desde já  tirar-se. Primeiro, a narrativa da crise,  que nos assolou e continua a estrangular, que imputava aos povos do sul e aos seus governos a responsabilidade principal pela sua eclosão, particularmente no caso português, é uma tentativa de ocultação das causas principais do que nos está a acontecer. Na sua  raiz mais funda está o sôfrego desvario especulativo das instituições que corporizam o capitalismo financeiro, às quais, ao longo do processo de reequilíbrio tentado pelos poderes públicos, foram concedidas mais benesses do  que aplicados castigos. A esta luz, os que culpam em primeira linha o governo de Sócrates como causa principal da crise, mais não são do que encobridores mais ou menos inocentes dos verdadeiros causadores, hoje cada vez mais evidentes.

Em segundo lugar, é como deitar areia em saco roto limitar as medidas políticas a um ajuste de contas  pessoal com alguns banqueiros. É indispensável que , para além desse pequeno passo, seja visado o capitalismo em si próprio, contendo de imediato as expressões estruturantes da deriva neoliberal, em Portugal, na Europa e no mundo.

3. Sabemos que as sociedades modernas vivem através de mecanismos complexos que têm que ser tidos em conta, quando se pretende agir sobre eles para os modificar. Sabemos que, por vezes, o caminho mais direto  para a recuperação do capitalismo é a brusquidão imprudente com que se procura combatê-lo.

Precisamos por isso de mudar sem destruir, mas se não mudarmos seremos conduzidos a uma implosão certa no futuro. O capitalismo não é eterno. Falta saber se  a sua agonia será a agonia dos povos que o protagonizam, ou se estes conseguem pilotar a sua extinção vivendo uma metamorfose feliz; e assim se salvando como criaturas humanas. 

Por isso, é preciso mudar-se  de sistema e não apenas dentro do sistema. Por isso, o processo reformista que tarda (e que nada tem a ver com a contra-reforma neoliberal que temos vindo a sofrer) não é um empreendimento concebido para salvar o capitalismo, é um processo que pretendemos que nos conduza a um pós-capitalismo que incorpore os valores históricos do socialismo. Um processo que torne a metamorfose necessária, por que almejamos, tão pouco árdua quanto possível. Este é o desígnio histórico essencial dos socialistas que pode facilmente ser partilhado por todas as esquerdas. É um desígnio de longo prazo que implica um protagonismo firme, não só das instituições públicas, mas também das instâncias sociais, culturais e económicas da sociedade. Transformar o Estado para transformar os cidadãos, transformar os cidadãos para mais facilmente se poder transformar o Estado.

Olhemos para o imediato, sem esquecer o longo prazo; valorizemos o que é conjuntural, sem esquecer o que é estrutural. O futuro é longo, mas não pode ser adiado.

sábado, 12 de julho de 2014

As raposas do nosso descontentamento


A deriva neoliberal tem como uma das componentes, como uma das suas expressões paradigmáticas, o predomínio do capital financeiro, a proeminência estrutural da banca.

Hoje, torna-se cada vez mais claro que a chamada crise das dívidas soberanas, que conduziu à troikização de Portugal, da Irlanda e da Grécia, pôs a Espanha e Chipre sob  tutela e a Itália sob ameaça, desviou as atenções da culpa da banca no desencadear da crise em 2008, tendo  protegido as bancas francesa e alemã duma exposição excessiva  às dívidas desses países.

Também se torna claro que a banca internacional tem conseguido evitar um acréscimo efectivo de regulação, susceptível de prevenir e evitar a eclosão de novas crises originadas em operações fraudulentas ou especulativas.

Em Portugal, a somar-se a casos anteriores bem conhecidos e de graves consequências para a economia nacional, eclodiu agora o caso Espírito Santo.

Não menosprezo a necessidade de respostas rápidas que travem qualquer evolução excessivamente dramática para o país. Mas parece-me no mínimo ingénuo ou imprudente circunscrever o problema a essa dimensão imediatista. Se o chefe dos chefes da banca portuguesa viu a sua credibilidade derreter-se como manteiga, tudo o que não seja um salto qualitativo no controle da actividade bancária, deixando claro que o Estado não hesitará em assumir o controle efectivo e definitivo dos bancos prevaricadores, se for caso disso, não passará de uma carícia suave ao problema que enfrentamos.

A despeito de muitas promessas e avisos as raposas banqueiras têm vindo a devastar a capoeira da nossa economia. Vamos confiar nas promessas de algumas  raposas recicladas, continuando a deixá-las à solta entre nós, para que nos vão delapidando patrimónios e confiscando direitos ?


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O LIXO DA VIRTUDE

Hoje, dia de greve geral, é um dia politicamente importante. Vai saber-se com que expressividade se vai manifestar a ansiedade pelos horizontes confiscados, por um dia a dia que parece afunilar-se num garrote de dificuldades, por uma revolta contra uma desigualdade social que cresce em benefício de cada vez menos privilegiados à custa de um número cada vez maior de cidadãos. Vamos saber se continua impante essa hipocrisia rasteira que qualifica a magra retribuição do trabalho humano como um despesismo fatal e os gordos lucros auferidos pelos detentores do capital como o doce mel de todas as virtudes.

Acho que é um dia adequado para vos oferecer a transcrição de um texto retirado, com a devida vénia, do jornal argentino Página 12. O seu autor, Eduardo Febbro, escreveu-o em Paris. O seu título é sugestivo e revelador: “En Europa el poder es de Goldman Sachs”. E num pequeno excerto, que serve de subtítulo, acrescenta:
“Pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana. Además, no son los únicos”
.

Vivemos numa conjuntura em que se têm vindo a incendiar alaridos, aparentemente ferozes, contra pequenos e médios corruptos, o que será bom se desembocar em punições justas e se não for a cortina de fumo necessária para se não descobrir a verdadeira grande corrupção, incrustada na lógica do próprio capitalismo ou executada com um virtuosismo suficientemente subtil para a pôr a coberto das malhas parciais de uma justiça arrastada. É certo que este vendaval de virtude, que reflecte um ascetismo teórico que chega a comover, é por vezes desviado para ajustar contas contra alguma figura pública com que as fontes não simpatizam, contra algum político que não lhes agrada. E isso é mau.

Mas tudo isso são esquálidos amendoins, quando tomamos contacto com o que o texto que vou transcrever nos diz. E com isso não podemos deixar de nos indignar e de nos alarmar. O que pode haver de confisco invisível de bens públicos pela simples inércia das sinergias perversas desta rede de interesses, empurra para uma relativa insignificância os roubos mais onerosos de dinheiros públicos que até hoje se conhecem. E, no entanto, a comunicação social europeia, quer os virtuosos arautos do neo-liberalismo instalado, quer os miolos moles que fazem ecoar o senso comum mediático, aplaudem a chegada, a importantes alavancas do poder político e económico, do que podemos objectivamente recear que sejam alguns meliantes, mas festejando-os com se fossem puros arcanjos de um céu da economia onde se respira exclusivamente honestidade, rigor e verdade.

Não sei se isto é uma tragédia ou uma vergonha, mas vamos lá a ler o texto para que nos lembremos sempre da estatura moral dos poderes hoje instituídos nesta Europa em delírio:

"La historia podría colmar todas las expectativas de los adeptos a las teorías del complot. ¿Dónde está el poder mundial? La respuesta cabe en un nombre y un lugar: en la sede del banco de negocios Goldman Sachs. El banco norteamericano logró una hazaña poco frecuente en la historia política mundial: colocar a sus hombres a la cabeza de dos gobiernos europeos y del banco que rige los destinos de las políticas económicas de la Unión Europea. Mario Draghi, el actual presidente del Banco Central Europeo; Mario Monti, el presidente del Consejo Italiano que reemplazó a Silvio Berlusconi; Lucas Papademos, el nuevo primer ministro griego, pertenecen todos a la galaxia de Goldman Sachs. Estos tres responsables, dos de los cuales, Monti y Papademos, forman la avanzada de la anexión de la política por la tecnocracia económica, pertenecen a la red que Sachs tejió en el Viejo Continente y, en grados diversos, participaron en las más truculentas operaciones ilícitas orquestadas por la institución norteamericana. Además, no son los únicos. Se puede también mencionar a Petros Christodoulos, hoy al frente del organismo que administra la deuda pública griega y en el pasado presidente del National Bank of Greece, al que Sachs le vendió el producto financiero conocido con el nombre de Swap y con el cual las autoridades griegas y Goldman Sachs orquestaron el maquillaje de las cuentas griegas.
El dragón que protege los intereses de Wall Street cuenta con hombres clave en los puestos más decisivos y no sólo en Europa. Henry Paulson, ex presidente de Goldman Sachs, fue nombrado luego secretario del Tesoro norteamericano, mientras que William C. Dudley, otro alto cargo de Goldman Sachs, es el actual presidente de la Reserva Federal de Nueva York. Pero el caso de los responsables europeos es más paradigmático. La palma de honor se la lleva Mario Draghi. El hoy presidente del Banco Central Europeo, BCE, fue vicepresidente de Goldman Sachs para Europa entre los años 2002 y 2005. En ese puesto, Draghi tuvo un desempeño más que ambiguo. El título de su cargo era “empresas y deudas soberanas”. Precisamente, en ese cargo Draghi tuvo como misión vender el incendiario producto Swap. Ese instrumento financiero es un elemento determinante en el ocultamiento de las deudas soberanas, es decir, en el maquillaje de las cuentas griegas. Esa trampa fue la astucia que permitió a Grecia calificarse para formar parte de los países que iban a utilizar el euro, la moneda única europea. Técnicamente, y con Goldman Sachs como operador, se trató en ese entonces de transformar la deuda exterior de Grecia de dólares a euros. Con ello, la deuda griega desapareció de los balances negativos y GS se llevó una jugosa comisión. Luego, en 2006, Goldman Sachs vendió parte de ese paquete de Swaps al principal banco comercial del país, National Bank of Greece, dirigido por otro hombre de GS, Petros Christodoulos, ex trader de Goldman Sachs y en la actualidad director del organismo de gestión de la deuda de Grecia que él mismo y los ya mencionados contribuyeron a disimular primero y a incrementar después. Mario Draghi tiene un historial pesado. El ex presidente de la República Italiana Francesco Cossiga acusó a Draghi de haber favorecido a Goldman Sachs en la atribución de contratos importantes cuando Draghi era director del Tesoro e Italia estaba en pleno proceso privatizador. Lo cierto es que el ahora director del Banco Central Europeo aparece masivamente sindicado como el gran vendedor de Swaps en toda Europa.
En ese entrevero de falsificaciones surge el jefe del Ejecutivo griego, Lucas Papademos. El primer ministro fue gobernador del Banco Central griego entre 1994 y 2002. Ese es precisamente el período en el que Sachs fue cómplice del ocultamiento de la realidad económica griega y en tanto que responsable de la entidad bancaria nacional, Papademos no podía ignorar la trampa que se estaba montando. Las fechas en las que ocupó el cargo hacen de él un operador del montaje. En la lista de notables le sigue Mario Monti. El actual presidente del Consejo Italiano fue consejero internacional de Goldman Sachs desde 2005. En resumen, muchos de los hombres que fabricaron el desastre fueron llamados ahora a tomar las riendas de puestos clave y con la misión de reparar, a costa de los beneficios sociales de los pueblos, las consecuencias de las estafas que ellos mismos llevaron a cabo. No caben dudas de que existe lo que los analistas llaman “un gobierno Sachs europeo”. El portugués Antonio Borges dirigió hasta hace poco –acaba de renunciar– el Departamento Europa del Fondo Monetario Internacional. Hasta 2008, Antonio Borges fue vicepresidente de Goldman Sachs. El desaparecido Karel Van Miert –Bélgica– fue comisario europeo de la Competencia y también un cuadro de Goldman Sachs. El alemán Ottmar Issing fue sucesivamente presidente de la Bundesbank, consejero internacional del banco de negocios norteamericano y miembro del Consejo de Administración del Banco Central Europeo. Peter O’Neill es otro hombre de la enredadera: presidente de Goldman Sachs Asset Management, O’Neill, apodado El Gurú de Goldman Sachs, es el inventor del concepto de Brics, el grupo de países emergentes compuesto por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica. A O’Neill lo acompaña otro peso pesado, Peter Sutherland, ex presidente de Goldman Sachs Internacional, miembro de la sección Europa de la Comisión Trilateral –lo mismo que Lucas Papademos–, ex integrante de la Comisión de la Competencia en la Unión Europea, fiscal general de Irlanda e influyente mediador en el plan que desembocó en el rescate de Irlanda. Alessio Rastani tiene toda la razón. Este personaje que se presentó ante la BBC como un trader dijo hace unas semanas: “Los políticos no gobiernan el mundo. Goldman Sachs gobierna el mundo”. Su historia es ejemplar, de doble juego, como las personalidades y las carreras de los brazos mundiales de Goldman Sachs. Alessio Rastani dijo que era un trader londinense, pero luego se descubrió que trader no era y que podría formar parte de Yes Men, un grupo de activistas que, a través de la caricatura y la infiltración de los medios, denuncian el liberalismo. Quedará para las páginas de la historia mundial de la impunidad la figura de estos personajes. Empleados por una firma norteamericana, orquestaron una de las mayores estafas que se hayan conocido, cuyas consecuencias se pagan hoy. Fueron premiados con el timón de la crisis con las que ellos complotaron."

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os novos pobres!


O insustentável presidente da república teve um lampejo de lucidez, um irreprimível assomo de generosidade, ao apelar para a urgência da ajuda aos novos pobres. Sensibilizado pela atmosfera piedosa da fala, fiquei a pensar o que teria o presidente contra os pobres de sempre, para os fazer assim preceder no rosário das suas preocupações pelos novos, apenas pelos novos pobres. Uma sombra difusa chegou a trazer-me ao espírito o insólito de uma dúvida: afinal, quem são os novos pobres?


Eis se não quando, a resposta me chegou óbvia pela voz autorizada, conquanto soturna e agoirenta, das agências de rating, que hoje fizeram pesar sobre os ombros dos generosos bancos portugueses a falta de apoios do estado. Achei! Clamei eu para mim próprio: "Hoje, os novos pobres em Portugal são os bancos!"


E foi só então que me foi possível avaliar em toda a sua extensão a inteligência e a generosidade cavaquistas. Compreendo agora por que razão o presidente da república se sentiu obrigado a desaconselhar ataques ou críticas às agências de rating. Todos estão unidos, em comunhão, na piedosa cruzada em prol dos novos pobres, os abnegados bancos mais os sofridos banqueiros.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Culpas trocadas, ou o coração da direita


Alguns expoentes dos partidos preferidos pela maioria dos banqueiros, acham que a grande culpa das alegadas falcatruas, por alguns desses banqueiros cometidas, não é de quem realmente as cometeu, mas dos vigilantes que não conseguiram evitar essas violações da legalidade.

Como usam gravata, fatos de bom corte e são bem falantes, nem os apupam, nem se desmancham a rir, quando os ouvem cantar tão estranhas melodias.

E, no entanto, isso não é menos absurdo do que aquilo que seria, perante um assalto a um banco, qualquer vozearia indignada que vituperasse a polícia, por não ter evitado o assalto e absolvesse os ladrões que, coitados, assaltaram o banco.

É certo, que os desmandos recentemente ocorridos não se podem considerar como verdadeiros assaltos, mas não deixa de ser verdade que os anunciados episódios de gestão danosa, a que nos referimos, causaram,provavelmente, aos respectivos bancos mais prejuízos do que todos os efectivos assaltos a bancos perpetrados em Portugal, nos últimos dez anos.

Efectivamente, os políticos e os banqueiros que têm vindo a público branquear vigarices e culpar as entidades públicas reguladoras, apenas revelam com isso uma enorme desfaçatez e uma grande falta de vergonha.

E esse é um escândalo tanto maior, quanto alguns deles são os mesmos que se indignam veementemente com os magros desperdícios, que possam existir, nas atribuição do rendimento mínimo de inserção aos portugueses pobres, mas que não esboçam agora um simples esgar de indignação, contra a atitude dos ricaços que delapidaram milhões que não lhes pertenciam.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O doce perfume da banca privada


Num artigo publicado no Diário de Notícias de hoje, assinado por Helena Tecedeiro, sobre a Islândia, foram integradas falas de islandeses.

Cito dois extractos com ecos dessas falas: “Zangados com o Governo que privatizou os bancos e com os banqueiros que deixaram o país à beira da falência, os islandeses garantem que vão superar a crise e sair reforçados.” E mais adiante: “E os alvos do descontentamento são vários: o Governo de Geir Haarde por ter privatizado os bancos, mas também, e sobretudo, os próprios banqueiros”.

Foi preciso que a palavra dos islandeses levantasse o véu e dissesse o que o complexo mediático –neoliberal cuidadosamente ocultou, apesar da floresta de notícias sobre a Islândia com que nos tem brindado e onde tudo foi dito menos esta incómoda verdade. Pode dizer-se: privatização escondida com falência de fora.

Aguardo pois com curiosidade a voz sábia dos papagaios de penugem economicista que desde sempre nos bombardeiam com diatribes contra o arcaísmo da banca pública e com a excelência modernaça da banca privada.


Mas espero, também, que nenhum douto pavão laranja ( ou de uma qualquer cor afim) nos continue a vender a urgência da privatização da Caixa Geral de Depósitos, como ápice virtuoso de uma economia saudável.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Caridade aos pobres banqueiros !


No diário espanhol Público, foi hoje difundida esta pequena pérola de humor que vos faculto, com a devida vénia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Uma estranha manobra de diversão ?


Há um estranho ruído público a propósito da questão do BCP. Não sabemos ainda o desenlace do episódio. Não é possível penetrar nas profundezas de alguns dos comentadores em voga, para aí encontrar as raízes dos seus escritos e das sinuosas imputações que lançaram, a propósito do caso em debate.

Mas há um resultado que parece ter sido atingido: afastar do primeiro plano da agenda mediática o essencial do episódio.
De facto, o processo em curso, dentro do BCP, começou com uma luta interna pelo poder entre dois clãs rivais, um deles encabeçado por um patriarca e outro por um seu ex-delfim. As vicissitudes da pugna saltaram para a comunicação social. Ficou claro que na discreta penumbra dos corredores do poder económico se esboçavam golpes e perpetravam traições florentinas, ao pé das quais as tão vituperadas lutas internas no seio dos partidos políticos, impiedosamente escrutinados pela opinião pública, não passavam de brincadeiras infantis.

Ou seja, esse lugar por excelência da competência empresarial portuguesa, onde a racionalidade imperava como uma atmosfera irremovível, distante das emoções e das pequenas perfídias dos mortais, era afinal um "ring" como qualquer outro, em que cada contendor põe o adversário KO, se puder.

De facto, quando o ex-delfim parecia afinal removido para a penumbra dos executivos perdidos, eis que alguém levanta subrepeticiamente um tapete , por debaixo do qual se acumulavam perturbantes indícios de estranhos favores que, por si sós, esboroaram a vitória anunciada do patriarca.

Indícios que, não significando uma condenação antecipada, puseram em movimento vários mecanismos de controle da legalidade e das regras jurídicas internacionais que regem o sector. Indícios mencionados com suficiente clareza para que seja evidente que, podendo haver lugar ou não para sanções penais ou administrativas, não foram respeitadas as regras mínimas da ética empresarial. As asas do patriarca, ungidas pela piedosa marca da Opus Dei, não eram afinal os preciosos instrumentos para os altos voos de uma gestão bancária impoluta, mas uma aconchegante oportunidade para se encobrirem favorecimentos e benesses, distribuídas com base nos cânones seguidos pelos pecadores comuns.

Os accionistas, movidos pela humana tentação de salvaguardarem os seus investimentos, procuraram um remédio que trouxesse a esperança salvífica de uma outra lógica, que funcionasse onde falhara a aura do mais prestigiado e mais santificado dos banqueiros. De facto, não sendo possível procurar uma excelência mais excelente do que a excelência falhada, apenas restava procurar a garantia de uma outra lógica, que induzisse outro estilo e fosse amiga de outros objectivos, desde que fosse claro que dispunha dos índices de tecnicidade empresarial suficientes.

A escolha do ex-Presidente da CGD foi , por isso, a consequência de um desmoronamento dentro da nata dos gestores da banca privada, para além, de ser evidente a sua competência no desempenho de funções do mesmo tipo. Representa uma ilustração clamorosa do carácter propagandístico de muitas das ideias correntes, quanto à excelência de tudo o que é privado e quanto á tacanhez de tudo o que é público. Mostra que, na hora da verdade, os accionistas agiram de acordo com aquilo que realmente pensam e não de acordo com a vulgata ideológica neoliberal, de que implicitamente se aproveitam.

Ver nisto uma conspiração do Governo é tão idiota que só pode ser uma manobra de encobrimento do que realmente importa. E como grande parte dos difusores públicos de tal conspiração nada têm de idiotas, estamos seguramente perante encobridores, tenham eles ou não consciência disso.

Por outro lado, é legítimo que cada um pense o que entender sobre o comportamento dos responsáveis pelo Banco de Portugal ou pela Comissão que regula o mercado dos valores mobiliários, mas afirmar ou sugerir que a culpa do que aconteceu é deles, esquecendo as possíveis irregularidades eventualmente cometidas, é uma tentativa de absolvição sem julgamento dos possíveis prevaricadores.

Sôfrego na sua vertigem de oposição ao Governo, o PSD entrou por este problema dentro, como "um elefante por uma loja de brinquedos". Exuberante em acusações ao Governo viu a realidade esvaziá-as aceleradamente. Náufrago de si próprio, multiplicou os dislates, mostrando como é um verdadeiro perigo público a sua actual liderança, por vezes devastadoramente radical, outras vezes quase melíflua, por vezes com pose de Estado, outras vezes quase infantil.

Foi então que um grupo de ex-banqueiros e gestores, alguns dos quais aposentados, resolveu lançar, com encenação puramente política, um candidatura à direcção de um banco privado. Em si mesma , esta candidatura de "revanche" era tão ostensivamente uma manobra política que se poderia até pensar que, levando à letra o que disse o seu líder, ela se apresentava contra si própria.

Enfim, não devemos deixar que se oculte o que de essencial está em jogo, com quaisquer manobras de diversão. O controle do poder económico pelo poder político democrático é uma necessidade política, para além de ser um princípio estruturante da Constituição Económica Portuguesa.É um imperativo democrático e constitucional e democrático, não é uma intromissão: também os banqueiros se têm que subordinar às leis.




terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Os banqueiros, o céu e o gestor público


Os sábios e os seus arautos andam há muito a ensinar que gestão empresarial que não esteja ancorada numa sôfrega lógica de lucro é uma gestão pífia e ineficaz. Os actores dessa gestão menor são , nesse registo, uns coitados que navegam assustados no oceano encapelado do mundo empresarial.

Do outro lado desta história, perante uma corte de jornalistas da especialidade, deslumbrada e previsível, os nossos predadores empresariais expõem dia após dia os roteiros da sua ferocidade , polvilhada de trabalhadores despedidos, de empresas destruídas, de deslocalizações devastadoras.

Entretanto, quando mal se esperava, personagens de uma história que não era para ser contada, um pequeno grupo dentro da elite dos banqueiros engalfinhou-se ferozmente. Para espanto dos mais piedosos, participava energicamente na refrega um dos mais ostensivos expoentes bancários da Opus Dei. Consta que o próprio S. Pedro não resistiu a um santo resmungo que não se sabe ainda se foi apenas de espanto ou se continha uma discreta ponta de desagrado.

Esquecendo por algum tempo as santas regras do mercado, a selecta agremiação de banqueiros excedia-se em golpes baixos, que faziam ecoar numa comunicação social desprevenida e atónita. Os espectadores mais ambiciosos vaticinavam já a descida à arena dos novos gladiadores para se massacrarem sem piedade uns aos outros.

Saindo do torpor das suas serenas contas , o Governador do Banco de Portugal preocupava-se. O capitalista, a que uma das partes atribuiu o papel do Sr. Inconveniente, atroava o espaço mediático com novas brutalidades. Começavam a mencionar-se milhões. Somas que o bom povo tem dificuldade em imaginar sequer o que sejam. O próprio Governo era forçado a distrair-se da sua determinação. O Ministro do "Bago", como se diria nas "Repúblicas de Coimbra" dos bons velhos tempos, inquietava-se , ainda que serenamente. Sua Excelência em Belém esboçava uma sombra de desagrado.

Obedecendo, ao que consta, a ordens directas de S. Pedro, fortemente pressionado, diz-se, por S. Francisco de Assis, o piedoso predador, o banqueiro dos banqueiros, saiu de cena. As autoridades passaram a falar na refrega com o ar grave dos grandes acontecimentos, tendo mesmo anunciado a iminência de um rigoroso inquérito.

Foi então pedido a alguns pugnadores que se lembrassem que são accionistas, para , agindo em conformidade, darem ao Grande Banco um novo timoneiro, um timoneiro a sério, alguém que levasse realmente o barco a bom porto, que se pusesse ao leme sem ter que pedir constantemente instruções a quem de direito.

As mentes activas da selecção dos decisores, despertas por meses de dissimulação e luta, espremeram-se na procura de um salvador. Percorreram esmeradamente a lista dos predadores mais ferozes, desde os trovejadores impiedosos até aos "assassinos da voz meiga", desde os que esfacelavam como tigres aos que esmagavam como serpentes. Em vão, eram talvez fortes de mais, talvez pouco subtis. Talvez "despejassem a criança junto com a água do banho".
Eram talvez brilhantes, mas como disse inspiradamente um dos mais argutos decisores: " Não têm a noção da galinhola".

As horas estendiam-se implacáveis sem serem suficientes para que se fizesse luz. Até que um dos accionistas atingido por um súbito ataque de bom senso alvitrou: " Procure-se um gestor de um banco público, alguém que realmente esteja vocacionado para fazer progredir uma empresa no seu todo, alguém fora dos jogos de poder, alheio às grandes famílias, fora das corporações de interesses mais famintas ". As raposas entreolharam-se e deram de imediato o seu assentimento: em tempo de guerra não se limpam armas. E o que estava em causa era a sobrevivência do Grande Banco. "Venha o gestor do banco público!"

Foi então que um jovem turco das economias, há poucos anos "chegado recentemente de Chicago", advertiu com profundidade: " Um gestor de um banco público é um gestor público. O paradigma da ineficiência e do desperdício. Não é uma boa ideia".

Esboçando um sorriso onde espreitava a sombra de uma ironia , um velho raposão, banqueiro desde sempre, respondeu pausadamente. : "Ó homem, não confunda a nossa propaganda com a realidade!".

Consta que um esperançoso médico do Norte, provisoriamente emprestado à política, a propósito deste vultuoso evento e para espanto de alguns, ameaçou cantar a "Traviata".

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Os banqueiros e nós





Chegou trovoada, por causa de privilégios concedidos a administradores do Banco de Portugal.

Com uma segurança algo inocente, o Sr. Ministro das Finanças diz que é a lei quem consente no favor, acrescentando com uma subtileza demasiado ostensiva que o caso é antigo, deixando-nos assim saber que estamos perante eventos ocorridos sob a égide de um dos governos anteriores.

Mas o Sr. Ministro não disse por que razão o seu Governo, tão célere em cortar vantagens aos "pequenos", deixou estes "grandes" continuarem a fruir gulosamente essas vantagens realmente corporativas.

E não nos venha dizer o Sr. Ministro que essas vantagens, globalmente encaradas, não passam de uma levíssima sobrecarga no erário público, enquanto o confisco das magras vantagens antes auferidas pelos "pequenos", somadas umas às outras, representou uma soma bem gorda.

É que nenhum Ministro se pode esquecer que qualquer medida que tome (ou qualquer omissão que assuma) é também política, pelo que não pode avaliá-la apenas pela suas repercussões extra-políticas, mesmo que essas repercussões, sendo de natureza económica, adquiram óbvia relevância.

Por isso, é de uma enorme ligeireza aceitar atingir os "pequenos" nos seus direitos, antes de se assegurar que, pela lógica assumida, não subsistem privilégios na esfera dos mais fortes que devam ser abolidos . De facto, se subsistirem, os "pequenos", que são muitos, hão-de sentir-se injustiçados. E será mais fácil que se revoltem contra o que sentirão como injusto. Ou seja, podem sentir que o Governo tem força legal para fazer o que faz , mas dificilmente acharão que tenha legitimidade para isso. Não vê o Sr. Ministro que essa insólita assimetria lhe retira legitimidade ética para exigir aos "pequenos" quaisquer sacrifícios ?

Ora, não se esqueça Sr Ministro que os "grandes " são naturalmente poucos, mas os "pequenos" , pelo contrário, são muitos. Com uma particularidade interessante: o voto de cada um dos "pequenos" vale tanto como o voto de cada um dos "grandes".

Portanto, se o problema está na lei, mude-a.



















terça-feira, 2 de outubro de 2007

A corrida para lado nenhum ?








Cresce na opinião pública um sentimento de revolta perante a sobranceria dos bancos, que ostentam lucros astronómicos, como se fossem máquinas de sugar a vida alheia. Alguns idiotas úteis, ou simples vigaristas intelectuais, concentram-se no louvor à excelência da gestão, como se aí estivesse a causa única da performance elogiada, esquecendo a atitude leonina, predominantemente predatória,com que grande parte dos bancos brindam os que mais precisam deles.
Deveriam ser, na verdade, um factor estratégico de desenvolvimento da economia nacional, mas de modo nenhum, como são quase sempre, instâncias especializadas na vampirização do talento e dos esforços alheios.

Vem isto a propósito da postagem anterior que espero terem ouvido. Se o não fizeram, façam-no agora. É no Brasil, mas tem um eco universal.

De uma outra origem, chega uma voz convergente. Como escreve Denis Clerc, na revista francesa, "Alternatives Economiques " de Outubro, hoje chegadas:
" Salvo raras excepções tendo a desconfiar dos banqueiros. A insistência com que sublinham as vantagens que conseguem para os seus clientes sempre me pareceu desempenhar o papel de uma cortina de fumo destinada a esconder os seus próprios ganhos. Um pouco no estilo Baile dos Vampiros,quando os predadores se vestem "du dernier chic" para esconderem as suas sombrias intenções."

E quase a concluir o seu interessante artigo,articulando a prevalência da lógica financeira com a desfilada produtivista reinante, que ninguém parece saber onde nos conduzirá, pergunta: " Francamente, alguém me pode explicar que sentido pode ter um crescimento que apenas melhora a sorte dos ricos e que destrói o planeta?"

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

BANCOS TOMAM SEU DINHEIRO!