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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Homenagem a ANTÓNIO ARNAUT




As palavras vão atropelar-se neste começo de saudade. A memória está a começar a percorrer, espantada, todos os seus recantos. Perfilam-se as homenagens. Justas.
Penso numa maneira simples, caro António Arnaut, de te dar um abraço que nunca receberás. Descubro. Certamente, que Torga gostaria de te prestar solidariedade, se pudesse. Procuro. No oceano da “Poesia  Completa”, de Miguel Torga, escolho um pequeno poema : “Confiança”. Faço que com ele Torga saúde o seu amigo Arnaut. Ambos se reunirão certamente para que ela seja transmitida a todos nós. Não os podemos defraudar!
Eis o poema:

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Fausto, um grande abraço!




Tantas vezes homenageaste o Torga, que nesta hora extrema ele gostaria decerto de te poder também homenagear. E como podia fazê-lo melhor do que enviando-te um poema?

Pela nossa parte, eu e a Fernanda, aqui em casa, escolhemos ser mensageiros deste poema do Miguel Torga, para assim te darmos um abraço que é já de uma saudade sem medida.

Combate

Manhã do mundo que não amanheces!
Tantos poetas a cantar na sombra,
E nenhuma alvorada se anuncia!
Somos nós maus profetas no degredo,
Ou és tu, sol da vida, que tens medo
De iluminar a nossa profecia?