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Tantas vezes homenageaste o Torga, que nesta hora extrema ele gostaria decerto de te poder também homenagear. E como podia fazê-lo melhor do que enviando-te um poema?
Pela nossa parte, eu e a Fernanda, aqui em casa, escolhemos ser mensageiros deste poema do Miguel Torga, para assim te darmos um abraço que é já de uma saudade sem medida.
Combate
Manhã do mundo que não amanheces!
Tantos poetas a cantar na sombra,
E nenhuma alvorada se anuncia!
Somos nós maus profetas no degredo,
Ou és tu, sol da vida, que tens medo
De iluminar a nossa profecia?
1 comentário:
Era um navio rumando à liberdade
como era
porto de abrigo em toda a tempestade
e era furacão rompendo a quietude
inquietando
a mansa hipocrisia da virtude
mas era
sobretudo
um porão imenso de amizade
que vamos enchendo
agora
e sempre
de saudade
Prt./20071012/gustavo pimenta
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