sábado, 1 de agosto de 2009

A leal conselheira

Espalharam pelo país milhares de cartazes em que uma circunspecta senhora dá sábios conselhos ao futuro Governo.


Como não é de esperar que se tenha dado a tanto trabalho e a suportar tanta despesa para dar conselhos a si própria, pode concluir-se que ela não espera fazer parte desse novo Governo.


Também é curioso que os cartazes ostentem o emblema de um partido político que quando foi responsável por anteriores Governos ignorou por completo os conselhos que agora distribui.

4 comentários:

aminhapele disse...

Continuando o "picanço":
A "tia" não será melhor que o "tio".
Mas,evidentemente,os dois são maus.
Como dizes,o "tio"(ainda bem que não é meu) terá que DIZER que não fará alianças com a "tia",nem com os seus sobrinhos-netos.

RN disse...

Por mais humor que convoques, sabes bem que, com maior ou menor intensidade, vais contribuir para que ou seja primeiro-ministro o JS ou a MFL.
Talvez não gostes de estar perante este dilema , mas estás.
E digas o que disseres, as tuas palavras não mudarão a realidade.

aminhapele disse...

Tens razão,meu amigo.
Seja qual for a minha posição,mesmo que seja a de repouso absoluto,irei contribuir para a eleição de um desses.
Preferia ter um sistema que desse para debater os problemas de cada um e a maneira de os resolver.
Assim,mesmo por desinteresse,sempre contribuo para "alguém".
Vou de férias para o norte e,em princípio,tenho uma ideia de voto para as autárquicas.
Espero que quando regressar não esteja estragada.
Um abraço.

Patrícia disse...

Também me tem chamado a atenção um dos cartazes espalhados aqui pelas rotundas da Figueira em que a dita senhora, com um ar de quem não tomou ainda os bons ares da praia, está ladeada pelo slogan "olhem pelos que mais precisam". Confesso que a primeira vez que o vi me deu a imediata impressão de uma derrotada senhora implorando pela piedade alheia, daqueles que, como eu, têm a sorte de poderem gozar uns mais ou menos despreocupados dias de férias. Que, passado este período de (pré)campanha, a senhora possa ir a banhos num local aprazível são estes os meus votos, pois para olhar pelos que mais precisam não confio certamente nela. E já agora o ideal seria que aqueles que mais precisam tivessem condições de construir o seu próprio futuro e não necessidade de implorar que alguém, mais ou menos iluminado, olhe por eles. Estou convicta que se a senhora tivesse de facto ido ouvir os portugueses eles lhe teriam dito "dêem-nos condições para fazermos as nossas escolhas e darmos um rumo às nossas vidas". É porque acredito nisso que sou por uma esquerda geradora de igualdade de oportunidades e não por uma democracia cristã mais ou menos bem intencionada (o que nem sequer é o caso do nosso liberal - excepto nos costumes, de que é o intérprete de um conservadorismo atroz - PSD).
Boas férias.