sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

HOJE - EM COIMBRA



Sexta-feira dia 22 de Janeiro 

Maria de Belém estará em:

 Coimbra
21:00H – Encerramento da Campanha – Pavilhão Centro de Portugal

É um momento crucial da campanha. Os apoiantes de Maria de Belem não podem ficar em casa. 
Tudo parece cercar-nos, mas é apenas um cerco de ignomínia que pretende tolher-nos, Não tem mais força do que isso no que  diz respeito a esta candidatura.

 Mas os efeitos na nossa democracia deste agravamento final de um clima político insalubre que já nos vinha intoxicando, vão perdurar. Seja quem for que ocupe as várias cadeiras do poder vai senti-lo. Mesmo aqueles que num espírito rasteiro geraram uma onda mistificatória que pensaram ser-lhes vantajosa.

 Não seremos só nós a resistir a toda esta poluição política que asfixia a nossa democracia. Mas nós podemos começar desde já .

De facto, logo à noite, podemos ficar em casa penando a tristeza ambiente ou podemos ir ao Pavilhão Centro de Portugal. Por uma vez a resistência ética é simples.
E além disso (que é quase tudo), todos sabemos que as derrotas e as vitórias em política só estão adquiridas depois de acontecerem.

4 comentários:

Renato Pereira disse...

Porque a Maria de Belém é quem diz ser e só tem uma cara eu voto nela para Presidente da republica
https://renatogomespereira.wordpress.com/

Unknown disse...

Vou votar Maria de Belém. Reconheço nela uma dimensão e experiência política que, no meu entendimento, outros candidatos não têm.
Para as eleições presidenciais apoiei duas candidatas: uma em 85/86 e outra agora. O Rui Namorado foi um participante ativo nas comissões políticas das duas candidaturas. Sei bem que os tempos e as candidatas são diferentes, mas, no comício de ontem pensei nas semelhanças e nas diferenças.

JGama disse...

Por lapso, não identifiquei o meu comentário anterior.

Rui Namorado disse...

Pertenci à Comissão Política da candidatura Pintasilgo. Sou mandatário nacional para a Economia Social de Maria de Belém. É uma abordagem fecunda a comparação entre as duas candidaturas. Acho que tens razão. Sendo diferentes não deixam de ter semelhanças. Curiosamente , quer tu quer eu, estrávamos então fora do Partido Socialista e agora estamos dentro. Curiosamente, entrámos para o Partido Socialista a partir do "pintasilguismo". A candidatura de Pintasilgo teve quase um terço dos votos do Zenha, que contava com o apoio do PCP e do PRD. Zenha ficou na história pela sua biografia pessoal e pelo seu papel decisivo no Partido Socialista. A sua candidatura de um ponto de vista da inovação política ficou como simples nota de pé de página no livro grande da sua vida. Mas a candidatura de Pintasillgo esmagada nas urnas, mas chegando de qualquer modo sozinha a 7%, concorrendo com dois candidatos históricos apoiados por partidos fortes, projetou até hoje a sua frescura ideológica a sua ousadia prospetiva a sua abertura a várias famílias ideológicas. Em política os resultados dos combates apenas aparentemente se conhecem no imediato. Muitas vezes há derrotas aparentes que se revelam vitoriosas e vitórias estrondosas na primeira aparência que, a prazo, se tornam devastadoras para os (afinal pseudo)-vencedores. Ambos ouvimos ontem, mesmo num breve discurso num comício de encerramento, ideias e propostas que faltaram em todas as outras candidaturas. Não sabemos ainda quais serão os resultados, mas já sabemos que todas as outras candidaturas de esquerda foram principalmente arruadas de circunstância presas ao imediato e confinadas á sofreguidão da caça ao voto. A nossa candidata fez o que devia. Tal como aconteceu com Pintasilgo tentaram cercá-la e atemorizá-la e diminui-la. Em nenhum dos dois caos o conseguiram. Pôr toda a gente a gritar contra as injustiças e as desgraças gera um clamor generoso e acalentador, denunciar a sociedade-pântano em que estamos é uma revolta legítima. Mas se todos percorrermos apenas os caminhos do costume nunca chegaremos onde é preciso. A inovação política é indispensável para se sair do pântano atual. As duas candidaturas de que estou a falar tentaram-no. Uma sabemos até onde conseguiu ir, a outra tem ainda todo o futuro à sua frente. As outras candidaturas de esquerda preocupam-me pela provável frustração das multidões que arrastam. Uma delas preocupa-me particularmente pelos equívocos, crispações, frustrações e banalidades que pode trazer para dentro do nosso partido. Talvez, mais por culpa da nossa direção do que por culpa pessoal do candidato.