quarta-feira, 1 de agosto de 2018
SONDAGENS AO LONGO DE UM ANO
domingo, 23 de setembro de 2012
SONDAGENS E POLÍTICA
De facto, se compararmos os 49% de intenções de voto, que conseguiam os dois partidos do governo há um ano, com os 31 %, que conseguem agora, podemos ver o enorme grau de retracção desse apoio, aliás concentrada no partido dominante. Simetricamente, vê-se que o apoio concitado pela soma do PCP com o BE há um ano, 13%, quase duplicou, ao passar para 24%. Acrescentando-lhe os 31% do PS, ficamos com intenções de voto nos partidos de oposição, 24% acima das que se mantêm fieis aos partidos do governo. Eis uma diferença, cujo significado político não pode ser ignorado, tanto mais que ele será muito provavelmente sublinhado pela situação social.
Esta evolução deve ser lida em conjugação com a crise interna que explodiu no governo e com o clamor popular que teve uma ilustração expressiva nas grandes manifestações do passado dia 15. Expressividade tão marcante, que provocou uma patética manifestação de hipocrisia de vários apoiantes do governo, cujo desplante lhes permitiu sublinharam a presença de apoiantes do governo numa manifestação que, predominantemente, foi de resistência e protesto contra os seus desmandos.
As manobras institucionais, entretanto ensaiadas, não passaram de tímidas tentativas de ganhar tempo, talvez na esperança de que, por si só, ele desatasse o nó que o governo deu. É claro, que a presença reiterada de pequenas, médias e grandes manifestações, pedindo a demissão do governo, a expressa posição tomada nesse sentido pelo PCP e pelo BE, o salto qualitativo do PS na demarcação do governo, o rosnar matreiro do CDS para tentar limpar-se, a dessolidarização expressa de alguns barões do PSD, o desconforto das associações patronais, o subir de tom da CGTP na sua luta, a passagem da UGT para uma demarcação mais robusta da via seguida, somando-se, potenciam efeitos e contribuem para colocar o governo numa letargia desnorteada, que tende a reduzi-lo a um fantasma de si próprio. Tonou-se de facto um verdadeiro achado encontrar, fora do clube dos membros do governo e dos deputados do PSD e do CDS, alguém que assuma politicamente solidariedade com o governo. E mesmo dentro deste, sabemos como foi difícil o não estilhaçamento.
Mas se o governo da direita é agora um passeante furtivo dos corredores do poder, ansioso por que se esqueçam de que ainda existe, as oposições, instaladas na sua suculenta supremacia quanto a intenções de voto, não têm conseguido mais do que deixar na sombra a incómoda verdade de não serem, mesmo agora, capazes de abrir um caminho que possa ser percorrido por todo o povo de esquerda com naturalidade e esperança, sem hostilidades nem constrangimentos mútuos.Um caminho institucional que permita o exercício democrático do poder com uma base social sólida.
Pelo contrário, prosseguem com os seus proselitismos próprios, com agendas autónomas. E quase sempre fazem economia da questão das relações políticas entre si; mesmo que, uma ou outra vez, façam propostas de convergência das esquerdas. Mas fazem-nas de tal forma pré-condicionadas a mudanças nos outros potenciais parceiros que verdadeiramente parecem estar apenas a executar manobras de propaganda, tendentes a dourar o seu próprio brasão com o lustro da unidade, ao mesmo tampo que embaciam os alheios com o ónus da divisão.
Paralelamente, os cidadãos de esquerda, não organizados em partidos, agitam-se também. Os melhores querem realmente uma esquerda que possa unir-se num sistema de protagonismos conjugados. Alguns procuram mesmo entremear-se com militantes de partidos, para uma antecipação de dinâmicas interpartidárias fecundas. Estes são talvez os mais generosos ao aventurarem-se , sem reserva mental, a jogar num tabuleiro complexo e ingrato. Mas no estado actual das relações interpartidárias, será mais fácil encontrar militantes partidários que vejam nas realizações conjuntas oportunidades de pesca à linha, do que encontrarem-se cidadãos realmente abertos a contribuir para novas sínteses em que cada parte, sem dever renunciar à sua própria identidade política, não parta da premissa implícita de que é imperativo que as outras partes renunciem à sua identidade.
É claro que há também os místicos, ungidos de uma ilusão de auto-angelismo assente no facto de não serem militantes partidários; e, é claro, há também os "verdadeiros artistas" que se olham ao espelho com o optimismo imprudente de quem se acha em condições de procurar, sorrateiramente, em iniciativas politicamente abrangentes, o trampolim para mais ambiciosos alpinismos políticos. Ninguém é dispensável, nem mesmo os místicos e os artistas de pequena, média e grande dimensão, mas a bem de uma real obtenção de resultados, seria excelente uma pausa em todas as habilidades, renunciando cada partido e cada indivíduo à conversão dos infiéis, para se concentrar na conjugação de diferenças que provavelmente permanecerão.
Não esqueçamos que, aconteça o que acontecer, é improvável que com o centro fora dos partidos de esquerda se estruture uma alternativa, realmente aberta a um futuro. E mais do que isso, se o que é agora uma sombra episódica em algumas das manifestações ocorridas, ou seja, a rejeição de todos os partidos políticos pelo facto de o serem, evoluir para uma vendaval insalubre que marque novas conjunturas, corremos o risco de ficar à porta de um tempo vocacionado para acolher um qualquer fascismo. E, sem exagerar este risco mas sem o menosprezar, o mais certo é que ele só possa ser realmente apagado, se for conseguida uma saída de esquerda para a crise actual, um salto qualitativo no modo de ser da sociedade, que nos coloque numa rota de saída organizada do capitalismo, gradual , democrática e continuadamente.
Um consenso mínimo mas inequívoco quanto à necessidade de um caminho deste tipo é o ponto de partida indispensável para qualquer actuação conjunta, para a partilha de qualquer rota. Embora seja urgente chegar-se a esse consenso, não há dúvida que será difícil. O BE e o PCP têm que assumir que a tomada do poder pela força e o seu exercício posterior à margem da democracia desapareçam das suas agendas explícitas ou implícitas. O PS tem que se assumir como um partido reformista de transformação social rumo a um horizonte pós-capitalista, o qual para si há-de ser naturalmente socialista, rompendo com qualquer cumplicidade com as estratégias de regressão social e democrática que a ideologia neoliberal travestiu de "reformas estruturais".
Na verdade, se as rotinas de desunidade da esquerda se mantiverem intactas, não se vê que alternativa institucional poderá ser gerada numa perspectiva de superação da crise actual. Pensarão o BE e o PCP que podem apostar num crescimento que os leve a duplicar a força eleitoral que lhes atribui a última das sondagens referidas? Pensará o PS que pode romper com a estagnação, em que está mergulhado há uma ano no, para a converter em tempo útil numa inesperada expansão que o leve sozinho a uma maioria absoluta? Se assim acontecesse, em ambos os casos isso significaria que teria vencido o irrealismo.
Não é esta a ocasião para discutir esta questão em detalhe, mas, pelo menos no caso do PS, parece poder ter-se como adquirido que ele necessita urgentemente de inovação estratégica, já que nenhuma simples sucessão de alterações tácticas parece suficiente para o fazer dar o salto de que necessita. Talvez, por isso, o PS mais do que qualquer outro partido precisa de uma transformação profunda, ou seja, aquilo que alguns designam por metamorfose. Permanecer instalado no exercício burocrático da sua rotina politico-administrativa é uma passividade que lhe pode sair cara, levando-o a um risco crescente de irrelevância.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
POLÍTICA ITALIANA
Uma sondagem, feita recentemente em Itália, mostra continuidade na descida da popularidade de Berlusconi. O seu partido (PDL) está agora com 25% e a coligação de direita que lidera fica-se pelos 35,5%. O chamado terceito pólo, uma congregação heterogénea de ex-democratas cristãos ( UDC), ex-neo-fascistas ( FLI), ex-apoiantes do centro-esquerda (API) e defensores das autonomias (MPA), mantém-se nos 13%, continuando a UDC a ser o partido dominante, com os seus 7%. O centro-esquerda no seu conjunto chega a 45,5%, o que talvez lhe desse a possibilidade de formar governo, se os resultados de umas possíveis eleições correspondessem ao número desta sondagem. O Partido Democrático, partido liderante, ficou-se, no entanto, por uns modestos 28%, sendo significativo o resultado obtido pela Esquerda e Liberdade ( 7,5%) e pela Itália dos Valores ( 7%). Os Verdes(0,8%) o Partido Socialista Italiano(0,7%) e as listas Bonimo-Panella (1,5%) tiveram um expressão reduzida. Fora dos três blocos, surge a esquerda mais radical com 1,5% e o Movimento 5 Estrelas, que busca apoios principalmente na esquerda, com 3,5%.sexta-feira, 13 de maio de 2011
ELEIÇÕES : SONDAGENS E EMBOSCADAS
Esta infogravura traduz os resultados de uma sondagem da Intercampus difundidos pelo jornal "Público". O PS com 36,8% seria o partido mais votado, se os eleitores votassem assim no dia das eleições. A uma distância de 2,9 %, ficaria o PSD com 33,9% das intenções de voto. O CDS progrediria bastante, conseguindo com 13, 4% reunir tantas intenções de voto como o PCP (7,4 %) e o BE (6%) somados.quarta-feira, 6 de abril de 2011
SONDAGENS COMPARADAS
Um olhar rápido para este conjunto de sondagens permite reter algumas constantes. O PSD é sempre o partido mais votado, mas dificilmente chegará sózinho à maioria absoluta. Em compensação, os dois partidos de direita só têm menos votos do que os três partidos de esquerda numa das quatro sondagens. sábado, 30 de outubro de 2010
BRASIL - últimas sondagens

Será talvez a última ronda de sondagens quanto às intenções de voto nas eleições presidenciais brasileiras que vão de correr amanhã. As infografias que acima se reproduzem , foram retiradas do site do jornal "O Estado de S.Paulo".
Mostram uma evolução favorável a Dilma . A miserável campanha feita contra ela, pela grande imprensa e pelos grandes grupos de comunicação social, em conluio com a direita, com os sectores obscurantistas das igrejas e com o bloco partidário que apoia Serra, parece não ter dado os resultados almejados.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
AVISO SUBLINHADO

AVISO DE TEMPESTADE

domingo, 3 de outubro de 2010
Pala além de uma sondagem: desafios e bloqueios.

sábado, 2 de outubro de 2010
Parcialidade !


As duas imagens acima reproduzidas correspondem a duas primeiras páginas do semanário Expresso. A que está imediatamente acima destas palavras corresponde ao dia 12 do passado mês de Setembro; a primeira corresponde à edição do Expresso saída hoje.
Dentro da edição saída em Setembro passado, noticiam-se os resultados de uma sondagem, em que o PS, ao contrário do que há muito ocorria, é indicado como tendo mais duas décimas do que o PSD nas intenções de voto. A sondagem é marginalmente referida num pequeno texto, sem se mencionarem sequer os resultados.
Dentro da edição saída hoje é divulgada uma sondagem em que o PSD, por 2% , passa para a frente do PS, em intenções de voto. A notícia deste resultado grita na primeira página.
Isto é, se a notícia pode não ser conveniente para o PSD esbate-se o mais possível; se acontecer o contrário procura dar-se-lhe o máximo de relevo possível.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Barómetro do CESOP- eleições em Portugal
sábado, 26 de junho de 2010
Está aí alguém ?
O PSD atinge 47.7% (há um mês 43,9%); o PS desce até aos 24,1 % (antes 27,6 %); o BE sobe até aos 8,9% (antes 7,7 %); o CDS fica-se pelos 6,9% (antes 7,5); e a CDU desce a 6% (antes 7,1 %). Isto significa que o PSD+ o CDS têm agora 54,6% (há um mês tinham 51,6%); o PS+ o BE+ a CDU têm 39% (há um mês tinham 42,4%).
Se nos lembrarmos que das eleições de Setembro de 2009, o drama acentua-se. O PS então com 36,56% desceu 12,4%; o PSD então com 29,09% subiu 18,6%; o CDS então com 10,46 % desceu 3,3 %; o BE então com 9,85 % desceu 0,9%; a CDU então 7,88 % desceu 1,7 %. Portanto, desde Setembro passado o PSD + o CDS subiram de 39,5 % para 54,6 %, enquanto o PS+ o BE+ a CDU desceram de 54,9% para 39%.
Para além de uma inversão completa da relação de forças entre a esquerda e a direita no seu todo, estes números mostram que todos os outros partidos, em maior ou menor grau, perderam para o PSD, embora o PS seja, de longe, o partido mais atingido. Assim, consolida-se a demonstração prática de que, independentemente das intenções de cada um dos partidos da oposição, o resultado prático da sua estratégia de conjugação de esforços no ataque ao PS e ao governo actual, foi apenas vantajosa para o PSD. Tudo se passou como se os outros partidos da oposição fossem instrumentos úteis para o PSD.
No meio de todo o seu tradicional fogo-de-artifício, o CDS não deixa de estar politicamente entalado. Mas é o conjunto do BE com a CDU que parece estar num beco estratégico, uma vez que passando em conjunto de 17,73% para 14,9%, em nada beneficiou, em termos de um possível aumento do seu peso eleitoral, com a enorme queda do PS. Pelo contrário, em 9 meses, perdeu 15% do seu eleitorado de Setembro de 2009.
Tudo isto mostra que a direita, no seu todo, acompanhando a deriva europeia, parece ir de vento em popa, enquanto as esquerdas, no seu todo, parecem definhar.
Seria estulto pensar-se que os partidos de esquerda poderiam, de repente, passar por uma metamorfose virtuosa que os fizesse convergir uns com os outros. Mas será suicida que, nenhum deles actue para reverter esta situação, para modificar radicalmente o modo como se têm relacionado entre si.
É certo que também podem continuar, nesse aspecto, pelo caminho que têm vindo a percorrer, procurando o BE e o PCP diabolizar o PS, identificando-o repetitivamente com a direita, e sublinhando o PS a cumplicidade de todas as oposições e as diferenças programáticas que o separam dos outros partidos de esquerda. Mas, seguramente, que, se isso acontecer, as condições para um próximo desastre político continuarão a ser reforçadas. E se o desastre acabar por acontecer, de nada adiantará depois que os vários partidos da esquerda continuem a debater entre si qual deles é o mais culpado da catástrofe que já tenha ocorrido.
Não se trata de reconhecer acertos ou erros, nem de dar razão a uns ou a outros. Trata-se de dialogar sem condições, cada um respeitando as posições dos outros, para se apurar se é possível fazer alguma coisa, para impedir que a direita portuguesa regresse ao poder, pela mão da esquerda unida na sua crónica desunião.
Ou será que teremos de gritar para as direcções dos vários partidos de esquerda: “Está aí alguém ?”
sábado, 12 de junho de 2010
As sondagens como aviso
A infografia acima transcrita do semanário Expresso traduz os números de uma recente análise de intenções de voto da responsabilidade da Eurosondagem. Por aí se vê que o PSD atinge 0s 34,9% contra os 34,8% do PS. O CDS fica com 10,1 %, o BE com 7,7 e o PCP com 7,5 %. Se tivermos em conta apenas estes cinco partidos, não se compreende muito bem à custa de quem tem vindo a subir o PSD. De facto, parece que ele subiu mais do que a soma das descidas dos outros. Talvez isso possa dever-se aos pequenos partidos.Mas a infografia mostra também a evolução das intenções de voto, desde Novembro passado. Há uma quebra suave mas continuada, do PS, uma subida do PSD, em aceleração nos últimos três meses; e ligeiras descidas dos outros três partidos.
É visível também o relativo êxito da nova liderança do PSD e o aproveitamento concentrado neste partido do desgaste relativo sofrido pelo PS. Tudo linear e de certo modo espelhando a percepção pública do que se passa. Duas observações a fazer, todavia.
Primeiro, a vantagem do PSD é de apenas uma décima, o que reflecte os limites da sua subida e a apreciável resistência do PS. É curioso, aliás, recordar como no ano passado, quando, havendo sondagens que davam entre 1,5% e 2% de vantagem ao PS, alguma comunicação social falava em empate técnico. No entanto, esses mesmos órgãos de comunicação social esqueceram-se por completo da história do empate técnico, quando se trata agora de sublinhar a facto de o PSD ter ficado à frente do PS pela diferença de 0,1 %.
Segundo, tendo havido nos últimos meses uma acção convergente de todas as oposições numa furiosa contestação do Governo e do PS, verifica-se que, sendo o alarido anti-PS feito por todos, dele só colhe frutos o PSD. Assim, estando embora o BE e o PCP motivados na sua hostilidade ao PS por razões muitas vezes distintas das que movem a direita, a verdade é que é esta quem parece ter tirado todo o proveito do esforço do BE e do PCP. Na verdade, a soma dos votos do PSD e do CDS, fazendo -se fé na sondagem, permitiria muito provavelmente uma maioria parlamentar de direita.
À semelhança de algumas outras sondagens, o PS é mais uma vez avisado, o PSD ainda não foi entronizado e ao BE e ao PCP é dada uma nova oportunidade para reflectirem sobre o risco de verem todo o seu trabalho político transformado na abertura de uma estrada, por onde passe a direita a caminho do poder.
Os partidos que forem capazes de analisar com racionalidade todos os sinais que têm vindo a ser dados, ficarão com boas possibilidades de reverterem o que lhes for desfavorável ou de acelerarem o que lhes for favorável. Os que insistirem na simples mastigação das suas rotinas actuais arriscam-se; e arriscam-se muito.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Caprichos italianos
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Um sério aviso

O PSD sobe até aos 43,9%, aproximando-se da maioria absoluta, o PS fica-se por uns inimagináveis 27,6%. O CDS não paga o preço pela subida do PSD e consegue melhor do que no mês passado com 7,5%. O BE fica ligeiramente acima com 7,7% e o PCP fica nos 7,1%.
Ou seja, a direita passa a barreira dos 50%, atingindo os 51,4%, enquanto os três partidos de esquerda somados não vão além dos 42,4%.
Assim, com a descida do PS não beneficiaram os outros dois partidos da esquerda, que em conjunto ficaram abaixo dos 15%.
2. O PS deve reflectir sobre as consequências, para a sua saúde política e para o país, de se deixar penalizar pelo facto de seguir os caminhos impostos pelos poderes fácticos que causaram a crise ( ou que são eles próprios o rosto verdadeiro da crise) e pelo PPE (Partido Popular Europeu), quando parecem beneficiar dessa penalização os ramos portugueses desse mesmo PPE. Força política essa que verdadeiramente é um dos eixos estratégicos da crise e o seu núcleo político.
O PCP e o BE não podem deixar de reflectir sobre o facto de ser agora óbvio que actuaram objectivamente como instrumentos ( decerto involuntários ) da direita, uma vez que afinal é ela que tira proveito da flagelação sistemática do PS e do Governo , na qual tão aplicadamente têm colaborado com a referida beneficiária.
Aos eleitores que se zangaram com o PS cabe perceber que, se procurarem aconchego no regaço da direita, estão afinal a dar o poder aos que agravarão todas as medidas que os levaram a afastar-se do PS.
Mas, mais importante do que tudo isso é que todos os caminhos de reversão do desastre ficarão mais estreitos se o PS se embrenhar por atalhos políticos ou continuara a arrastar os pés. E, antes de tudo, terá que compreender que não pode limitar-se a oferecer, como único futuro, às vítimas das actuais desigualdades sociais a sua eterna reprodução.
domingo, 7 de março de 2010
Uma sondagem, o PS e as oposições.

PS - 40,36.
PSD -34,35.
BE - 10,05.
CDS- 7,82.
CDU - 6,28.
O PS subiu desde Outubro de 36, 55 para 40,36 [+ 3, 81].
O PSD subiu de 29,11 para 34,35 [+ 5,24].
O BE subiu de 9,82 para 10,05 [+ 1,23].
O CDS desceu de 10,43 para 7,82 [- 2, 61].
O PCP desceu de 7,82 para 6,28 [- 1,54].
Fico sem saber explicar por que razão as variações não se compensam . Aos outros partidos são atribuídos 0,8% dos votos, o que corresponde a menos do que o MRPP teve sozinho, em Outubro passado. Estará na desconsideração dos partidos não parlamentares a razão da referida discrepância?
Feita esta chamada de atenção, no pressuposto da comparabilidade das duas séries de dados, podemos verificar que o PS muito mais de que resistiu, em termos de preferências eleitorais, à grande campanha universal pela sua destruição.
O PSD, a contas com uma crise sucessória, cometeu uma verdadeira proeza, ao ter conseguido reforçar o apoio eleitoral estimado.
O BE solidificou a sua dimensão, tendo até visto aumentar ligeiramente o seu peso eleitoral.
O CDS foi abandonado por cerca de um quarto dos seus eleitores.
O PCP viu deslizar um pouco mais para baixo o seu frágil quinto lugar.
Em termos agregados, PSD +CDS passaram de 40, 54 para 42, 17. No entanto, estão agora à frente do PS por 1,81%, quando nas eleições de Outubro ficaram com 3,99 % de vantagem.
Paralelamente, o BE +PCP passaram de 17, 68 para 16,33, o que sendo uma inflexão ligeira não deixa de representar uma perda de quase 10% desse eleitorado.
Se fossem realizadas novas eleições com resultados correspondentes aos desta sondagem, politicamente, tudo ficaria na mesma com um travo amargo para o CDS e para o PCP e com uma vitória moral do PS que teria resistido à guerra santa que lhe tem movido, quer os “cruzados” quer os “infiéis”.
O PS que tem sido obrigado, pela actual relação de forças, a uma atitude defensiva constataria que havia conseguido resistir sem estragos. A oposição de direita teria pela frente a angústia de não saber o que fazer com um resultado nem carne nem peixe como o que lhe saíra. As outras oposições por certo se preocupariam pelo sinal de subalternidade política estratégica que esses resultados sublinhariam.
Pelo que percebi, a “rafeiragem” anti-PS ficou um pouco mais raivosa com esta sondagem, excedendo-se ainda mais numa campanha negra que começa a descredibilizar mais aceleradamente os seus promotores do que os seus alvos. Parecem esquecer, em particular todos os partidos da oposição, que a sua atitude de atacarem o governo do PS, mas não o derrubarem é uma cobardia política que, não produzindo os efeitos que almejam, os vai desqualificando e destruindo. E atinge, principalmete,não o PS, mas, antes dele, a qualidade da democracia e a credibilidade do país. De facto, cada vez mais é insuportável a hipocrisia objectiva das oposições que atacam o governo como se o quisessem derrubar, mas fogem como o diabo da cruz de o fazer. No máximo, num estilo fanfarrão, os candidatos à liderança do PSD ameaçam com um “qualquer dia”.
Aliás, se nos recordarmos como os barões do PSD discutem a possibilidade de derrubar o actual governo, é curioso ver-se que falam como se tivessem maioria absoluta, cabendo-lhes decidir sózinhos se derrubam ou não o governo.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Sondagem - os números da esperança


No "Correio da Manhã" de hoje é publicada uma sondagem respeitante às próximas eleições presidenciais , comparando o apoio de que dispõem Cavaco Silva e Manuel Alegre. O modo como os resultados são apresentados reflecte um ponto de vista predominante na conjuntura mediática, cujo sentido essencial é o apoucamento da posição de Manuel Alegre.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Comparação entre sondagens.
sábado, 19 de setembro de 2009
Sondagem da Intercampus para a TVI
Foi hoje difundida mais uma sondagem, feita para a TVI pela Intercampus.
Eis os números:
PS: 32,9%
PSD: 29,7%
BE: 12%
CDU: 9,2%
CDS-PP: 7%
OBN: 9,2%
O panorama também não é diferente do que é projectado pelo conjunto das sondagens anteriores. As tendências mantêm-se, mas não apagam a incerteza do resultado.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A sondagem da Eurosondagem

Ontem, tinha colocado aqui uma infografia que hoje verifiquei que estava errada nos números referentes ao PSD ( segundo os dados divulgados hoje o PSD teria 31,6 e não 32,5). Aliás, verifiquei que num dos sites das entidades difusoras da sondagem , no texto está o número aqui divulgado e numa infografia os números que divulguei ontem. A origem do erro do blog a que recorri deve ter estado nessa página . Os dados originários da Eurosondagem foram hoje retirados da página do Expresso, tinham sido ontem obtidos do site da SIC.
Continuo a poder dizer , como ontem, que o essencial não se afasta dos resultados das anteriores, embora o PS e o PSD sejam colocados em posições menos próximas do que ontem, mas ainda mais próximas do mostram outras sondagens. O terceiro lugar do BE continua menos claro.
Sem desconsiderar as posições relativas que a sondagem revela, ela não desmente o facto de continuar incerto o resultado do próximo dia 27.






